Sobrevivente foge após 20 anos em cativeiro e inicia nova vida

Um homem de 32 anos escapou após viver 20 anos em cativeiro nos Estados Unidos. Mantido trancado pelo pai e pela madrasta desde os 12 anos, ele provocou um incêndio para ser resgatado. Agora, sob cuidados médicos, inicia uma nova vida marcada por superação e liberdade.
Homem caminha sozinho ao amanhecer por estrada de terra, deixando uma casa para trás, simbolizando libertação, recomeço e superação.
Após duas décadas em cativeiro, sobrevivente inicia uma nova jornada em liberdade, deixando para trás os anos de isolamento.

Durante duas décadas, um homem viveu em cativeiro, trancado em um pequeno quarto nos Estados Unidos. Sua história, marcada por abuso doméstico e negligência parental, parecia invisível aos olhos da sociedade. No entanto, um ato corajoso o libertou: ele provocou um incêndio para ser resgatado. O episódio revelou um caso grave de violência psicológica, mas também abriu caminho para sua libertação e recomeço.

Sobrevivente, a vítima, hoje com 32 anos, foi mantida em confinamento desde os 12 anos. Após provocar o fogo, foi levada ao hospital, onde relatou a justiça que buscava e como resistiu por tanto tempo. Pesando apenas 31 kg, sem acesso a médicos ou escola, ele usava jornais como banheiro e se alimentava com restos. Mesmo assim, aprendeu a ler sozinho e demonstrou resiliência impressionante.

Apoio

Sobrevivente demonstra superação e coragem após anos de sofrimento

Durante seu cativeiro, o homem ficava trancado por 23 horas por dia, forçado a realizar tarefas domésticas e sair ao ar livre por apenas alguns minutos. Seus dentes quebravam ao comer, e ele bebia água do banheiro da escola. Apesar disso, não perdeu a esperança. Após o incêndio, contou que a viagem de ambulância foi seu primeiro contato com o mundo exterior em 20 anos.

No hospital, relatou à polícia que tentou escapar uma vez, mas foi impedido com ameaças e reforço na porta do quarto. A investigação policial confirmou que ele esteve fora da escola por anos, sob a justificativa de ensino domiciliar. Agora, ele está sob proteção legal e cuidado médico, e recebe apoio para sua reinserção social.

Caso levanta debate sobre direitos e segurança de crianças

A denúncia feita por vizinhos e professores anos atrás não teve efeito. Registros perdidos e decisões falhas impediram a ação das autoridades. A madrasta foi indiciada por vários crimes, e o pai, já falecido, era o responsável legal. O homem, agora, busca superação e acesso aos direitos humanos que lhe foram negados por tanto tempo.

Sua trajetória emociona e inspira: ele sobreviveu, saiu de um ambiente extremo de sequestro, e inicia uma nova etapa. A sociedade, por sua vez, se pergunta: quantas histórias assim ainda estão escondidas?

Foto de Selene Miranda

Selene Miranda

Selene Miranda Facó é jornalista formada pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Possui experiência em redação multiplataforma e produção jornalística, e integra a equipe do Boa Notícia Brasil, contribuindo com conteúdos informativos pautados por ética profissional, checagem de informações e compromisso com o interesse público.
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