Salas do Futuro transformam educação com realidade aumentada

Salas do Futuro combinam realidade aumentada e gamificação para revolucionar o ensino, tornando as aulas mais atrativas, interativas e eficazes em escolas de todo o Brasil.
Menino usando óculos de realidade aumentada em ambiente escolar nas Salas do Futuro.
Menino interagindo com recursos de realidade aumentada em sala de aula, uma das tecnologias que transformam as Salas do Futuro. (Foto: Reprodução/Shutterstock)

As Salas do Futuro estão ganhando espaço nas escolas brasileiras e transformando o modo como os alunos aprendem. Utilizando realidade aumentada (RA), gamificação educacional, inteligência artificial, realidade virtual, tablets interativos e plataformas digitais, essas salas criam um ambiente de aprendizado mais dinâmico e envolvente. Essa abordagem tem ampliado o interesse dos estudantes, especialmente entre os mais jovens.

Segundo dados do relatório Tecnologia na Educação 2024, divulgado pelo Movimento Brasil Digital, o uso de recursos imersivos aumentou em 41% o engajamento em escolas que adotaram essas soluções. Além disso, o aprendizado se torna mais significativo. Há maior estímulo à participação ativa dos alunos.

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Inovação educacional melhora o desempenho dos alunos

As metodologias ativas de ensino ganham força com o apoio de recursos tecnológicos. A RA permite, por exemplo, que os alunos visualizem o sistema solar em 3D ou simulem experimentos de física e química. Através da gamificação, conteúdos de matemática, história e ciências são transformados em desafios que estimulam a resolução de problemas e o pensamento crítico.

Nesse sentido, as Salas do Futuro promovem aulas interativas, com uso de ambientes imersivos, tecnologias educacionais e recursos digitais, o que contribui diretamente para a educação do século XXI. O resultado é um aluno mais participativo, com maior autonomia e motivação para aprender.

Salas do futuro mostram experiências reais e avanços

Em Cascavel (PR), a rede municipal investe na criação de uma escola modelo. Ela terá infraestrutura de ponta e proposta pedagógica alinhada ao conceito das Salas do Futuro. Isso reforça uma tendência que já se espalha por várias cidades brasileiras. A primeira iniciativa desse tipo no Brasil foi implementada pela Escola de Negócios e Seguros (ENS), em São Paulo, que inaugurou sua Sala do Futuro em 19 de outubro de 2020. Esse espaço inovador combina ensino presencial e a distância, utilizando tecnologias como realidade aumentada, gamificação e inteligência artificial. Isso proporciona uma experiência educacional imersiva e interativa.

No Ceará, uma parceria entre o governo estadual e startups de edtech trouxe plataformas que personalizam o aprendizado conforme o ritmo de cada aluno. Além disso, há iniciativas como o programa “Mais Ciência na Escola” lançado em 2025, que implantou laboratórios maker em 75 escolas públicas para estimular o ensino prático e colaborativo. O governo também distribui tablets com internet para estudantes e oferece capacitação tecnológica para jovens, reforçando a inovação na educação pública. Já em São Paulo, escolas da rede particular adotaram o uso de hologramas e inteligência artificial para ensinar programação e robótica de forma prática. Um exemplo é a Escola Estadual Dr. Gabriel Vandoni de Barros, que desde 2015 integra tecnologias holográficas em seus projetos de robótica. Iniciativas como a Robótica Paraná oferecem cursos avançados com IA e realidade aumentada em mais de 200 unidades pelo Brasil.

Conheça neste vídeo como funciona a Realidade Aumentada usadada nas Salas do Futuro:

Habilidades do futuro começam agora

Além do conteúdo formal, as Salas do Futuro desenvolvem competências socioemocionais, como empatia, liderança e colaboração. Conforme relatório da UNESCO de dezembro de 2023, escolas que utilizam tecnologias imersivas favorecem a criatividade e a autonomia dos alunos, preparando-os melhor para os desafios do mundo do trabalho.

Essas inovações não substituem o professor, mas ampliam suas possibilidades pedagógicas. O educador atua como facilitador, guiando os estudantes em experiências mais ricas e contextualizadas. Dessa forma, as Salas Inteligentes se tornam espaços de aprendizagem contínua, onde ensinar e aprender acontecem de forma colaborativa.

Brasil acompanha tendência mundial

O conceito das Salas do Futuro já é realidade em países como Coreia do Sul, Estônia e Finlândia, que são reconhecidos por seus modelos educacionais inovadores. No Brasil, entretanto, o avanço dessas iniciativas depende de políticas públicas eficazes, formação docente continuada e acesso à conectividade. Felizmente, a adesão crescente por parte de escolas públicas e privadas mostra que, aos poucos, esse caminho já está sendo trilhado.

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