Congresso mundial destaca medicina integrativa como base da saúde pública

A medicina integrativa ganha protagonismo global com o 3rd World Congress on Traditional, Complementary and Integrative Medicine, em outubro de 2025 no Rio. Segundo a Medicina SA, o evento reunirá especialistas de 47 países, marcará o pré-lançamento da Biblioteca Global da OMS e reafirmará a importância das práticas integrativas no SUS e no mundo.
medicina integrativa - Pessoa em ambiente de laboratório observando uma amostra em microscópio. Ao fundo, há plantas em frascos de vidro e fórmulas químicas desenhadas em quadro negro, remetendo à pesquisa científica em fitoterapia e práticas integrativas.
Pesquisas em medicina integrativa unem ciência e saberes tradicionais para ampliar opções terapêuticas (crédito: Medicina S/A)

A medicina integrativa, que une saberes tradicionais e ciência moderna, ocupa espaço central no debate global. Segundo o portal Medicina SA, o Rio de Janeiro sediará, de 15 a 18 de outubro de 2025, o 3rd World Congress on Traditional, Complementary and Integrative Medicine (WCTCIM). Pela primeira vez na América Latina, o encontro reunirá representantes de 47 países. O objetivo é discutir como terapias baseadas em evidências podem reforçar os sistemas públicos de saúde e tornar o cuidado mais humano.

Impacto da medicina integrativa no SUS e na vida dos pacientes

Além disso, o Brasil tornou-se referência internacional em medicina integrativa. Desde 2006, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) permite que o SUS ofereça 29 práticas reconhecidas, como acupuntura, yoga, fitoterapia, meditação e reiki. Conforme dados do Ministério da Saúde/DATASUS, em 2024 ocorreram mais de nove milhões de atendimentos. O volume representa aumento de 70% em apenas dois anos. Pesquisas apontam benefícios claros em casos de dor crônica, ansiedade e depressão.

Apoio

Nesse cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançará durante o congresso a Biblioteca Global de Medicina Tradicional (WHO TMGL). A plataforma já reúne 1,7 milhão de publicações indexadas. Além disso, a Estratégia Global 2025–2034, aprovada por 170 países, define metas para ampliar o acesso a práticas seguras e custo-efetivas. Para Carissa Etienne, ex-diretora da OPAS/OMS, “os sistemas de saúde que acolhem práticas de medicina integrativa tornam-se mais resilientes, inclusivos e sustentáveis”.

Integração entre ciência e tradição

Portanto, novas áreas como oncologia integrativa, saúde mental e medicina canabinoide mostram resultados promissores. Na visão de Ricardo Ghelman, conselheiro da OMS e vice-presidente do CABSIN, a integração das práticas integrativas “é um processo irreversível, amparado em ciência, políticas públicas e experiências consolidadas”.

Contudo, a medicina integrativa representa mais que inovação médica. Ela valoriza saberes tradicionais, respeita a biodiversidade e promove uma visão de cuidado centrada na pessoa. Assim, o congresso no Rio de Janeiro simboliza um futuro em que a saúde pública será mais humana, sustentável e acessível.

Foto de Alessandra Martini

Alessandra Martini

Alessandra Martini é jornalista formada pela PUCRS, com MBA em Sustentabilidade. Atua no Boa Notícia Brasil na produção de conteúdos informativos sobre cidadania, educação, ciência e iniciativas de impacto positivo, pautada por ética e checagem de informações.

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