Amizades duradouras ajudam a retardar o envelhecimento, mostra pesquisa

Uma pesquisa publicada em setembro/2025 mostra que amizades duradouras podem desacelerar o envelhecimento biológico. Analisando mais de 2.100 adultos, cientistas revelaram que vínculos sólidos reduzem inflamações e protegem contra doenças da idade.
Grupo de amigas caminhando juntas, representando amizades duradouras e bem-estar.
Amigas caminhando lado a lado, lembrando que amizades duradouras fortalecem a vida e a saúde. (Imagem: Freepik)

As conexões humanas sempre foram vistas como fonte de apoio emocional. Agora, novas descobertas mostram que também podem trazer benefícios concretos para o corpo. Uma pesquisa publicada em setembro de 2025 revelou que amizades duradouras ajudam a retardar o envelhecimento biológico. Elas funcionam como uma proteção natural contra o desgaste do tempo. Portanto, cultivar vínculos sólidos vai além do afeto: influencia processos internos ligados à saúde e à longevidade.

Evidências científicas sobre amizades duradouras

O estudo, conduzido pela Universidade Cornell e publicado na revista Brain, Behavior & Immunity – Health, analisou mais de 2.100 adultos do projeto MIDUS (Midlife in the United States). Para medir a velocidade do envelhecimento celular, os cientistas usaram os relógios epigenéticos GrimAge e DunedinPACE. Além disso, avaliaram os níveis de interleucina-6 (IL-6), molécula associada a inflamações e doenças crônicas.

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Os resultados indicaram que pessoas com relações sociais consistentes, desde o afeto parental na infância até a vida adulta, exibiram perfis biológicos mais jovens. Ao mesmo tempo, apresentaram menor inflamação, o que reforça a importância das amizades duradouras como fator protetor.

Como os vínculos sociais influenciam o envelhecimento

Segundo os pesquisadores, a explicação está no impacto que os laços sociais exercem sobre os sistemas regulatórios do corpo. A convivência estável e o suporte emocional, especialmente por meio de amizades duradouras, modulam três áreas essenciais:

  • Sistema epigenético, que ajusta a expressão genética ao longo da vida;
  • Sistema imunológico, que ajuda a reduzir inflamações persistentes;
  • Sistema neuroendócrino, responsável por equilibrar hormônios em situações de estresse.

Desse modo, indivíduos mais integrados socialmente apresentam menor risco de desenvolver doenças crônicas ligadas à idade, como problemas cardíacos e declínio cognitivo.

Amizades duradouras e a projeção para a longevidade

Os cientistas ressaltam que não se trata de criar laços superficiais, mas de manter relações consistentes e profundas. Essa continuidade garante os maiores efeitos sobre a saúde biológica. Por outro lado, especialistas defendem que os achados também inspiram políticas públicas voltadas a espaços de convivência. Assim, programas comunitários podem fortalecer redes de apoio em diferentes fases da vida.

Os resultados abrem espaço para esperança. Amizades duradouras, aquelas que atravessam os anos, aquecem o coração, mas também protegem o corpo. Se confirmados em estudos mais amplos e em outras culturas, os achados poderão orientar novas estratégias de prevenção. No futuro, entender melhor a ligação entre vínculos sociais e envelhecimento pode abrir caminho para uma vida mais longa e saudável, em que a amizade será vista como um dos maiores aliados da longevidade.

Foto de Alessandra Martini

Alessandra Martini

Alessandra Martini é jornalista formada pela PUCRS, com MBA em Sustentabilidade. Atua no Boa Notícia Brasil na produção de conteúdos informativos sobre cidadania, educação, ciência e iniciativas de impacto positivo, pautada por ética e checagem de informações.
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