Um mês para a Olimpíada de Inverno: veja chances de medalha do Brasil

A Olimpíada de Inverno se aproxima e o Brasil chega com nomes bem colocados em rankings globais, ampliando horizontes esportivos pouco comuns ao país.
Lucas Pinheiro Braathen comemora resultado no esqui alpino antes da Olimpíada de Inverno
Lucas Pinheiro Braathen aparece entre os destaques do esqui alpino mundial no ciclo da Olimpíada de Inverno. (Foto: Reprodução/Instagram/Lucas Pinheiro Braathen)

A Olimpíada de Inverno de Milão-Cortina 2026 começa, pouco a pouco, a ganhar contornos especiais para o Brasil. A cerca de um mês da abertura dos Jogos, três atletas chegam embalados por resultados recentes que colocam o país em um patamar pouco comum no gelo e na neve. Além disso, em modalidades historicamente dominadas por europeus e norte-americanos, brasileiros aparecem entre os melhores do mundo, o que redefine o papel nacional às vésperas da Olimpíada.

Snowboard e esqui puxam novas expectativas na Olimpíada de Inverno

No snowboard halfpipe, por exemplo, Pat Burgener vive uma sequência que chama atenção no circuito internacional. Em dezembro de 2025, ele alcançou o quarto lugar na etapa de Secret Garden, na China, registrando até então o melhor desempenho do Brasil em Copas do Mundo da modalidade. Pouco depois, contudo, veio a confirmação do avanço: a medalha de bronze em Calgary, no Canadá. Com isso, Burgener ocupa atualmente a sexta posição no ranking pré-olímpico, com 288 pontos, cenário que praticamente assegura sua presença na Olimpíada de Inverno.

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Já no esqui alpino, Lucas Pinheiro Braathen reforça o peso brasileiro entre os principais nomes da elite mundial. Em Alta Badia, na Itália, ele conquistou a medalha de prata no slalom gigante ao completar a prova em 2min35s20. Como resultado, o atleta chegou ao quarto lugar do ranking mundial, algo pouco frequente para países fora do eixo tradicional da modalidade e que amplia as perspectivas do Brasil na Olimpíada de Inverno.

Skeleton amplia o alcance brasileiro

Enquanto isso, o skeleton também apresenta sinais claros de avanço. Nicole Silveira aparece atualmente na 13ª posição do ranking mundial e, recentemente, obteve o oitavo lugar em uma etapa da Copa do Mundo 2025/26. Foi, portanto, sua primeira entrada no top-10 da temporada, alcançada em um momento decisivo do ciclo olímpico. Dessa forma, a atleta amplia o alcance brasileiro e reforça a diversidade de modalidades em que o país chega competitivo à Olimpíada de Inverno.

Mais do que resultados isolados, esse cenário aponta para continuidade e aprendizado acumulado ao longo do ciclo. Assim, a proximidade da Olimpíada de Inverno encontra um Brasil mais preparado, com atletas habituados ao alto nível internacional.

Foto de Caroll Medeiros

Caroll Medeiros

Caroll Medeiros é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com experiência em produção editorial e atuação em projetos de comunicação institucional e social. Integra a equipe do Boa Notícia Brasil, contribuindo com reportagens e conteúdos informativos pautados por critérios de checagem, ética profissional e compromisso com temas de interesse público e impacto social.
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