Sapucaí amplia inclusão e garante estrutura completa para pessoas com deficiência

Sapucaí fortalece a Acessibilidade no Carnaval com Libras, audiodescrição e atendimento especializado. Iniciativa garante autonomia e direito à cultura para pessoas com deficiência durante os desfiles oficiais no Rio de Janeiro.
Acessibilidade no Carnaval com intérprete de Libras na Sapucaí
Registro da Acessibilidade no Carnaval na Sapucaí com intérprete de Libras durante desfile oficial no Rio de Janeiro. (Gabriel Trindade/Divulgação)

O brilho da Marquês de Sapucaí vai além das fantasias e do samba-enredo. A acessibilidade no Carnaval se consolida como parte essencial do espetáculo que projeta o Brasil para o mundo. Conforme reportagem da Agência Brasil, a inclusão deixou de ser promessa e passou a integrar a estrutura oficial do evento, garantindo autonomia, informação e pertencimento às pessoas com deficiência.

A acessibilidade no Carnaval na Sapucaí é coordenada desde 2019 pela All Dub Estúdio, empresa oficial do evento. Atualmente, o trabalho assegura mais de 600 atendimentos diários apenas no Camarote 13, espaço dedicado às pessoas com deficiência. Além disso, o Setor 13 oferece audiodescrição ao vivo, tradução em Libras e mediação acessível.

Apoio

De 13 a 17 de fevereiro e também no Desfile das Campeãs, o atendimento contempla pessoas cegas, surdas, autistas, com baixa visão e outras deficiências. Portanto, recursos de comunicação acessível ampliam a participação plena no maior espetáculo da cultura brasileira.

Acessibilidade no Carnaval reforça direito à cultura

Frequentadora do setor acessível, Sandra Santos, que é deficiente visual, destaca a importância da iniciativa.

“Eu acho de muita importância ter audiodescrição no carnaval, principalmente se tivesse em todos os locais. Todo ano vou no Setor 13 e encontro lá a audiodescrição e fico muito feliz por ter lá disponível”.

A acessibilidade no Carnaval também simboliza a efetivação de um princípio constitucional: o direito à cultura. Segundo a CEO da All Dub Estúdio, Ana Motta, o impacto vai além dos números.

“Mais do que números, falamos de direito à cultura, autonomia e pertencimento. Cada profissional envolvido, cada recurso implementado e cada detalhe planejado geram impacto social direto, ampliando o acesso e a experiência plena do público PCD em um evento de escala global”.

Ao longo do período oficial, milhares de pessoas são atendidas com recursos como Libras e audiodescrição. Assim, consolida-se o maior atendimento diário de acessibilidade já realizado no carnaval brasileiro.

Impacto social e ESG

A acessibilidade no Carnaval também dialoga com práticas de responsabilidade social e ESG. A atuação se estende a blocos de rua, à FanFest em Copacabana, ao Camarote VerdeRosa e ao desfile dos Embaixadores da Alegria, bloco inclusivo que abre o Desfile das Campeãs reunindo pessoas com e sem deficiência.

“Ser, por mais um ano, a empresa oficial de acessibilidade da Sapucaí é motivo de profundo orgulho. Acessibilidade não é um extra, é um pilar de impacto social e cidadania cultural”, afirma Ana Motta.

Dessa forma, a acessibilidade no Carnaval reafirma que a avenida pertence a todos. Afinal, quando a inclusão ganha voz, imagem e tradução, o espetáculo se torna verdadeiramente democrático.

Foto de Alessandra Martini

Alessandra Martini

Alessandra Martini é jornalista formada pela PUCRS, com MBA em Sustentabilidade. Atua no Boa Notícia Brasil na produção de conteúdos informativos sobre cidadania, educação, ciência e iniciativas de impacto positivo, pautada por ética e checagem de informações.
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