Obra de Picasso avaliada em milhões é sorteada para financiar estudos sobre Alzheimer

Uma obra de Picasso criada em 1941 será sorteada por bilhetes acessíveis para financiar pesquisas sobre Alzheimer, unindo arte, ciência e solidariedade.
Obra de Picasso Tête de Femme pintada em 1941 usada em campanha solidária
Obra de Picasso de 1941, Tête de Femme, foi escolhida para uma iniciativa solidária que financia pesquisas sobre Alzheimer. (Foto: Reprodução/Site/Fondation Recherche Alzheimer)

A obra de Picasso que atravessou décadas agora assume um novo papel: ajudar a financiar pesquisas sobre Alzheimer. Criado em 1941, durante a ocupação nazista em Paris, o retrato Tête de Femme sai do circuito tradicional de galerias e passa a liderar uma campanha internacional de arrecadação. Dessa forma, a iniciativa transforma um ícone da arte moderna em uma oportunidade concreta de apoio à ciência, com participação aberta ao público global.

Arte que se transforma em apoio científico

Nesse contexto, a Fondation Recherche Alzheimer organiza a ação como parte de seus esforços para ampliar o financiamento científico. Cada bilhete custa 100 euros (R$ 638 na cotação atual), valor que permite a milhares de pessoas participar do sorteio da obra de Picasso. Além disso, a fundação estabeleceu a meta de vender 120 mil bilhetes para alcançar 11 milhões de euros, recursos direcionados integralmente a projetos voltados ao diagnóstico e ao tratamento do Alzheimer.

Apoio

Obra de Picasso fora do circuito tradicional

Ao contrário de um leilão clássico, a obra de Picasso não entra em disputa por lances milionários. Caso o total de bilhetes não seja comercializado, os organizadores garantem o reembolso integral aos participantes, o que reforça a transparência do processo. Segundo o médico Olivier de Ladoucette, presidente da fundação, a proposta aposta na força simbólica da arte para mobilizar apoio social e, ao mesmo tempo, ampliar o alcance das pesquisas.

Reconhecimento institucional e alcance global

O sorteio acontecerá em 14 de abril, na sede da Christie’s, em Paris, sob supervisão legal. Além disso, a transmissão ao vivo permitirá que participantes de diferentes países acompanhem o resultado em tempo real. Ao escolher a tradicional casa de leilões, a iniciativa reforça sua credibilidade e evidencia o valor histórico da obra de Picasso.

Ao unir cultura e ciência, a campanha aponta novos caminhos para o financiamento de pesquisas médicas. Assim, a obra de Picasso deixa de ser apenas patrimônio artístico e passa a representar esperança para famílias afetadas pelo Alzheimer, mostrando como a arte pode gerar impacto social duradouro e inspirar iniciativas semelhantes ao redor do mundo.

Foto de Caroll Medeiros

Caroll Medeiros

Caroll Medeiros é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com experiência em produção editorial e atuação em projetos de comunicação institucional e social. Integra a equipe do Boa Notícia Brasil, contribuindo com reportagens e conteúdos informativos pautados por critérios de checagem, ética profissional e compromisso com temas de interesse público e impacto social.
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