De vídeo viral a império: Baby Shark movimenta US$ 400 milhões no mercado global

A estreia da Pinkfong na bolsa ganhou força com o impacto global de Baby Shark, que soma mais de 16 bilhões de visualizações e impulsiona novas franquias como Bebefinn. A empresa agora investe em tecnologia, expansão criativa e personagens próprios para mostrar que vai além do hit infantil.
Criança dançando no clipe de Baby Shark da Pinkfong em cenário submarino colorido.
Cena do popular clipe Baby Shark, da Pinkfong, que se tornou o vídeo mais visto da história do YouTube. (Foto: Reprodução/Youtube)

A força de Baby Shark voltou ao centro das atenções em (18/11), quando a Pinkfong estreou na bolsa da Coreia do Sul com alta superior a 9%, dando à empresa uma avaliação de mais de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões). Esse início marcou um momento especial para o estúdio, que viu a canção ultrapassar 16 bilhões de visualizações no YouTube e abrir caminho para uma presença global. A canção Baby Shark transformou um clipe infantil em um marco da cultura digital e sustentou o crescimento do estúdio.

Assim que o fenômeno viral tomou forma, a Pinkfong ganhou fôlego para ampliar equipes e abrir escritórios em Tóquio, Xangai e Los Angeles. O CEO Kim Min-seok lembra que o sucesso não ocorreu de imediato, porém reconhece que o vídeo conquistou famílias quando a coreografia se espalhou pelo Sudeste Asiático. Além disso, ele descreve a melodia como rápida, ritmada e marcante, o que reforçou a identidade da empresa no streaming infantil.

Apoio

A abertura de capital elevou o horizonte estratégico do estúdio. A empresa agora direciona parte dos recursos para filmes, personagens e experiências digitais guiadas por padrões de visualização. Assim, mesmo com o vídeo Baby Shark respondendo por cerca de um quarto da receita atual, novas franquias como Bebefinn ganham destaque e já representam cerca de 40% dos ganhos.

Especialistas apontam que um dos trunfos do catálogo está no hábito infantil de rever o mesmo conteúdo muitas vezes. A professora Min Jung Kim, da Korea University, afirma que o desafio é provar que o estúdio pode crescer sem depender de apenas um sucesso. Ainda assim, o avanço de Bebefinn e Selook indica que a estratégia de diversificação segue firme e bem estruturada.

Baby Shark orienta expansão criativa da Pinkfong

A força contínua de Baby Shark inspira a Pinkfong a ampliar projetos que unem personagens, narrativa visual e tecnologia. Com o uso de dados de audiência e padrões de visualização, a empresa cria conteúdos educativos que dialogam com crianças pequenas e reforçam a conexão emocional com famílias. Esse processo também fortalece novas franquias, que começam a ocupar espaço próprio no catálogo.

Confira o vídeo viral de Baby Shark:

Alcance global fortalece marcas infantis em ascensão

O alcance global de Baby Shark abriu oportunidades para que outras produções da empresa ganhassem destaque. Assim, Bebefinn e Selook avançam apoiadas pela visibilidade construída ao longo dos anos e pelo hábito infantil de rever conteúdos várias vezes. Esse cenário aumenta o interesse internacional e impulsiona a presença da Pinkfong em mercados estratégicos.

O futuro além do hit infantil

Essa fase inaugura uma etapa com foco em expansão tecnológica, novos personagens e formatos mais interativos que utilizam dados de audiência para criar experiências alinhadas ao público infantil. Se esse caminho ganhar tração, Baby Shark continua como referência enquanto a empresa trilha novas rotas com criatividade e propósito.

Foto de Caroll Medeiros

Caroll Medeiros

Caroll Medeiros é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com experiência em produção editorial e atuação em projetos de comunicação institucional e social. Integra a equipe do Boa Notícia Brasil, contribuindo com reportagens e conteúdos informativos pautados por critérios de checagem, ética profissional e compromisso com temas de interesse público e impacto social.
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