Estudo sobre Júpiter revela que o maior planeta do sistema solar é mais “acinturado” do que se pensava

Novo estudo revela que Júpiter é ligeiramente menor e mais acinturado do que se pensava, com base em dados precisos da sonda Juno. A descoberta ajuda a compreender ventos extremos, estrutura interna e a formação de planetas gasosos.
Ilustração científica representa resultados do estudo sobre Júpiter obtidos pela missão Juno.
Estudo sobre Júpiter atualiza tamanho e forma do planeta com dados inéditos da NASA. — Foto: NASA

Um estudo sobre Júpiter publicado na revista Nature Astronomy e repercutido pela revista Galileu trouxe a medição mais precisa já feita do maior planeta do sistema solar. A pesquisa, divulgada na segunda-feira (02/02), revela que Júpiter é ligeiramente menor e mais “acinturado” do que indicavam os cálculos adotados há mais de cinco décadas.

O estudo sobre Júpiter mostra que o planeta tem cerca de 8 quilômetros a menos de diâmetro na região do Equador e aproximadamente 24 quilômetros a menos no achatamento dos polos. Assim, os novos dados revisam medições baseadas nas missões Voyager e Pioneer, realizadas pela NASA nos anos 1970.

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Segundo Eli Galanti, do Instituto Weizmann de Ciências, a diferença é pequena, mas relevante. “Esses poucos quilômetros fazem diferença”, afirmou o pesquisador, destacando que os novos valores ajudam a ajustar modelos do interior do planeta.

Estudo sobre Júpiter e o papel decisivo da sonda Juno

O avanço do estudo sobre Júpiter só foi possível graças à missão Juno, lançada pela NASA em 2011 e em órbita do planeta desde 2016. Além disso, a espaçonave utiliza técnicas modernas de radio-ocultação, que analisam como os sinais de rádio se desviam ao atravessar a atmosfera joviana.

Quando a espaçonave passa por trás do planeta, seu sinal de comunicação é bloqueado e desviado pela atmosfera de Júpiter, o que permite uma medição extremamente precisa”, explicou Scott J. Bolton, do Instituto de Pesquisa Southwest.

O estudo sobre Júpiter também incorporou os ventos extremos do planeta, algo que medições anteriores não consideravam. De acordo com Yohai Kaspi, incluir esses dados ajuda a entender melhor a relação entre atmosfera e interior do gigante gasoso.

A compreensão dos planetas gasosos

Além de atualizar números, o estudo sobre Júpiter contribui para a compreensão da formação e evolução dos planetas gasosos. Como Júpiter é considerado um modelo para o estudo de exoplanetas, essas descobertas impactam pesquisas além do sistema solar.

Por fim, o estudo também servirá de base para futuras análises da missão JUICE, da Agência Espacial Europeia (ESA), reforçando a importância do planeta como referência científica.

Foto de Alessandra Martini

Alessandra Martini

Alessandra Martini é jornalista formada pela PUCRS, com MBA em Sustentabilidade. Atua no Boa Notícia Brasil na produção de conteúdos informativos sobre cidadania, educação, ciência e iniciativas de impacto positivo, pautada por ética e checagem de informações.

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