A brasileira que cruzou oceanos e transformou sobremesas artesanais em um negócio milionário

História inspiradora de Mariana Galvão, que comanda à distância um negócio de mini picolés em São Paulo desde Nova York. Com tecnologia, equipe de confiança e criatividade, a empresa alcançou R$ 2,8 milhões em faturamento anual sustentável hoje
Negócio de mini picolés criado por empresária brasileira que administra fábrica em São Paulo enquanto vive em Nova York
Negócio de mini picolés criado por brasileira cresce mesmo à distância e fatura milhões.(Foto: PEGN/Globo)

A trajetória de Mariana Galvão mostra como o negócio de mini picolés pode unir criatividade, tecnologia e gestão inteligente. Com base em informações publicadas pelo portal Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN), a empresária comanda, morando em Nova York, a mais de 7 mil quilômetros, uma fábrica de sobremesas geladas na zona sul de São Paulo, provando que a distância já não limita o empreendedorismo moderno.

O negócio de mini picolés surgiu após uma guinada radical na vida profissional de Mariana. Formada em Direito, ela decidiu seguir a gastronomia enquanto estudava para concursos públicos. Além disso, buscou especializações no Brasil e na Itália, onde se tornou chef gelatière.

Apoio

Negócio de mini picolés e a gestão à distância com apoio da tecnologia

Com o crescimento da demanda, o negócio de mini picolés saiu da cozinha doméstica e ganhou escala industrial há dez anos. Atualmente, a fábrica produz cerca de 8 mil gelatos por mês, com 18 sabores de sobremesas no palito e 14 tipos de bombons gelados.

Comecei a desenvolver alguns sabores na cozinha da minha própria casa, relembra.”

Assim, testes artesanais com capim-limão, cheesecake e especiarias conquistaram amigos e familiares. Logo, a proposta evoluiu para um produto elegante, pensado como sobremesa sofisticada no palito.

Além disso, a operação do negócio de mini picolés conta com 12 funcionários e uma loja física anexa à fábrica. Para manter o controle à distância, Mariana utiliza reuniões online, chamadas de vídeo e mensagens instantâneas. Enquanto isso, profissionais estratégicos garantem a rotina local, como a diretora Daniele Vicente e o chefe de produção Ridelci Ribeiro, presente desde o início.

Números sólidos e visão de futuro

O investimento inicial no negócio de mini picolés, feito em 2014, foi de R$ 800 mil. Atualmente, a empresa registra faturamento anual consolidado de R$ 2,8 milhões. Por isso, a filosofia de gestão de Mariana equilibra autonomia e controle. Segundo ela, delegar é essencial para crescer sem engessar processos. Assim, a empresa segue em expansão, apoiado em inovação constante e confiança na equipe. Além disso, a empresária mantém uma visão resiliente sobre empreender, apostando em aprendizado contínuo e sonhos possíveis.

Foto de Alessandra Martini

Alessandra Martini

Alessandra Martini é jornalista formada pela PUCRS, com MBA em Sustentabilidade. Atua no Boa Notícia Brasil na produção de conteúdos informativos sobre cidadania, educação, ciência e iniciativas de impacto positivo, pautada por ética e checagem de informações.
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