Pesquisa revela como interações sociais ajudam a retardar sintomas de Alzheimer

Estudo francês mostra que estímulos sociais e ambientais reativam neurônios ligados à memória e ajudam a retardar sintomas de Alzheimer.
Pessoa idosa recebendo apoio enquanto segura uma bola colorida durante atividade social para ajudar a retardar sintomas de Alzheimer.
Atividades sociais simples podem ajudar a estimular o cérebro e retardar sintomas de Alzheimer. (imagem ilustrativa: Pexels)

O estudo que investigou como interações sociais podem retardar sintomas de Alzheimer em camundongos trouxe um sopro de esperança, pois revelou efeitos duradouros na memória dos animais. A pesquisa conduzida por Laure Verret, na Universidade de Toulouse, mostrou que dez dias em um ambiente enriquecido reativaram neurônios ligados ao hipocampo. Essa região é essencial para lembrar experiências e, portanto, ajuda a adiar sintomas de Alzheimer em fases iniciais.

Assim que receberam estímulos cognitivos, sociais e sensoriais, os camundongos passaram a reconhecer outros animais e objetos com mais facilidade. Esse comportamento sugeriu uma restauração do hipocampo.

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“O estímulo cognitivo, social e sensorial esconde as deficiências de memória desses animais”, explicou Laure.

Além disso, ela destacou que esse efeito continuou visível mesmo após vinte dias longe do ambiente compartilhado. Nesse contexto, o resultado reforça a ideia de que um estilo de vida ativo pode postergar sintomas de Alzheimer de forma natural.

Retardar sintomas de Alzheimer com a ajuda dos neurônios PV

A equipe de Toulouse analisou neurônios parvalbumina, conhecidos por coordenar a atividade cerebral. Quando esses neurônios funcionam bem, eles estabilizam redes perineuronais e fortalecem a reserva cognitiva. Esse conceito já é estudado em doenças neurodegenerativas. “Eles são chamados de ‘maestros’ do cérebro”, disse Laure ao detalhar o papel dessas células. Esses achados revelam caminhos para atrasar sintomas de Alzheimer de maneira acessível. Além disso, a aplicação da proteína neuregulina restaurou a memória em regiões específicas. Desse modo, os estímulos cerebrais também podem retardar sintomas de Alzheimer de forma complementar.

Uma nova via para adiar o declínio cognitivo

Durante os testes, os cientistas bloquearam a formação das redes perineuronais em parte do hipocampo. Apesar disso, observaram melhora apenas nas áreas preservadas. Esse resultado reforçou a ligação entre ativação neuronal e bem-estar cognitivo. Consequentemente, ficou claro como a socialização, o ambiente enriquecido e a curiosidade intelectual ajudam a retardar sintomas de Alzheimer, favorecendo uma vida mental mais estável. As descobertas também sugerem caminhos capazes de adiar sintomas de Alzheimer em pessoas que se fortalecem com estímulos ambientais contínuos.

Como o Alzheimer age no cérebro?

O Alzheimer atua de forma progressiva no cérebro, pois atinge regiões responsáveis pela memória e pela organização das experiências, como o hipocampo. A doença provoca o acúmulo de proteínas anormais que atrapalham a comunicação entre neurônios. Com o tempo, essa interrupção reduz a capacidade de formar novas lembranças. Por outro lado, estímulos constantes ajudam a manter conexões ativas. Por isso, qualquer prática que consiga retardar sintomas de Alzheimer tem valor especial para preservar autonomia e vitalidade.

Foto de Caroll Medeiros

Caroll Medeiros

Caroll Medeiros é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com experiência em produção editorial e atuação em projetos de comunicação institucional e social. Integra a equipe do Boa Notícia Brasil, contribuindo com reportagens e conteúdos informativos pautados por critérios de checagem, ética profissional e compromisso com temas de interesse público e impacto social.
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