Fone alerta criado por jovem inspira segurança para mulheres

Adolescente sul-africana cria fone alerta capaz de gravar agressões e enviar localização em emergências, inspirando novas soluções de proteção para mulheres.
fone alerta - Fone de segurança branco encaixado no ouvido, com câmera frontal e botão de alerta
Fone de alerta com câmera embutida aparece encaixado no ouvido, ilustrando a proposta de segurança discreta idealizada pela jovem africana. (Imagem ilustrativa)

A criação do fone alerta, desenvolvida por Bohlale Mphahlele, ganhou visibilidade ao transformar uma ideia nascida na adolescência em uma ferramenta de proteção para mulheres. Em 2020, a invenção recebeu medalha de bronze na Eskom Expo for Young Scientists ao demonstrar como tecnologia acessível pode ampliar segurança em situações de urgência.

O projeto tomou forma após Bohlale acompanhar relatos de violência em comunidades próximas. Motivada por essa realidade, ela buscou uma solução prática que ajudasse mulheres a pedir ajuda de maneira discreta. Determinada, aplicou seus conhecimentos técnicos para criar um dispositivo capaz de registrar episódios de risco e enviar localização em segundos. Dessa maneira, o alerta silencioso se tornou um recurso valioso para fortalecer o cuidado em diferentes regiões.

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Fone alerta e proteção discreta

A inventora cresceu em Limpopo, área marcada por altos índices de agressão contra mulheres, segundo dados conhecidos por ela. Esse cenário estimulou a criação do fone de alerta, chamado Alerting Earpiece, pensado para agir sem chamar atenção. Um botão embutido aciona a câmera e envia coordenadas diretamente para contatos de confiança e serviços de emergência. Dessa forma, cada detalhe foi planejado para ampliar o tempo de resposta em episódios de perigo.

O destaque gerado pela feira científica levou à fundação da Mphahlele Alerts, pequena empresa criada pela jovem para aprimorar o projeto. Com isso, ela passou a buscar parcerias que permitam levar o dispositivo a comunidades vulneráveis, especialmente onde mulheres percorrem longas distâncias para estudar ou trabalhar.

Caminhos para ampliar o alcance do fone protetor

Atualmente, a inventora estuda Tecnologia da Informação e participa de uma incubadora voltada a jovens inovadoras. Esse ambiente favorece melhorias no fone emergencial e abre espaço para novas soluções de segurança. Organizações que acompanham o projeto veem potencial para integrar a tecnologia a ações de prevenção da violência de gênero. Em meio a desafios contínuos, histórias como essa lembram que criatividade e coragem podem transformar realidades e proteger vidas.

Foto de Alessandra Martini

Alessandra Martini

Alessandra Martini é jornalista formada pela PUCRS, com MBA em Sustentabilidade. Atua no Boa Notícia Brasil na produção de conteúdos informativos sobre cidadania, educação, ciência e iniciativas de impacto positivo, pautada por ética e checagem de informações.

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