Agricultura regenerativa em Goiás demonstra maior resistência à estiagem

Estudo da Cargill divulgado pela Forbes Agro mostra que a agricultura regenerativa em Goiás superou em 23% a média estadual de produtividade de soja, mesmo sob estiagem.
Campo de milho em Goiás cultivado com práticas de agricultura regenerativa, representando produtividade sustentável mesmo em períodos de estiagem.
Cultivo na Fazenda Brasilanda, em Montividiu, pioneira na adesão ao programa. (Foto: Wanderson Manenti/Forbes Agro)

A agricultura regenerativa tem se destacado como alternativa para enfrentar os desafios climáticos no campo. Em Goiás, durante a safra 2023/2024, áreas conduzidas sob esse sistema registraram produtividade 23% superior à média estadual, mesmo sob forte estiagem. Os dados foram divulgados pela Forbes Agro, com base em estudo da Cargill.

Segundo a pesquisa, talhões com práticas regenerativas alcançaram 69 sacas de soja por hectare, contra 66 sacas em áreas convencionais. A diferença se torna mais expressiva quando comparada à média de Goiás, que ficou em apenas 56 sacas por hectare.

Apoio

Agricultura e produtividade regenerativa no Cerrado

Os dados fazem parte do programa Regenera Cerrado, patrocinado pela Cargill, que reúne 35 pesquisadores e já envolve 12 fazendas na região de Rio Verde, no sudoeste goiano. Ao todo, 7.841 hectares estão em análise dentro do bioma que responde por 60% da produção agrícola brasileira.

Criado em 2022, o programa tem como meta, sobretudo, pesquisar práticas de agricultura regenerativa e compartilhar informações científicas que possam estimular a adoção em larga escala. Ademais, a companhia anunciou a renovação do apoio para uma nova fase de estudos, conforme a estratégia de ampliar a base de dados e fortalecer a conexão entre sustentabilidade e produtividade. No vídeo a seguir, saiba mais sobre o programa:

Futuro da produção de soja

Os resultados demonstram que a agricultura regenerativa, portanto, pode ser uma aliada estratégica na segurança alimentar. Ao mesmo tempo, ao promover práticas como manejo de solo mais sustentável e integração entre sistemas produtivos, ela aumenta a resiliência diante de eventos climáticos extremos.

No caso goiano, a comparação direta mostra como a combinação de ciência e inovação pode, igualmente, gerar ganhos econômicos e ambientais. Assim, a experiência do Regenera Cerrado reforça que produzir mais, conservando recursos naturais, não é apenas possível, mas também já acontece em escala real.

Mais informações sobre o programa de agricultura regenerativa podem ser acessadas no site oficial da Cargill.

Foto de Alessandra Martini

Alessandra Martini

Alessandra Martini é jornalista formada pela PUCRS, com MBA em Sustentabilidade. Atua no Boa Notícia Brasil na produção de conteúdos informativos sobre cidadania, educação, ciência e iniciativas de impacto positivo, pautada por ética e checagem de informações.
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