Redução de custos com reciclagem vira motor de inovação nas empresas

Startups e grandes empresas adotam a redução de custos com reciclagem para cortar despesas, gerar receita e ampliar impactos sociais positivos no Brasil.
Redução de custos com reciclagem em processo industrial no Brasil
Redução de custos com reciclagem transforma resíduos em eficiência produtiva. (Imagem ilustrativa)

No centro da reorganização industrial brasileira, a redução de custos com reciclagem deixou de ocupar um papel secundário. Hoje, ela influencia decisões financeiras e operacionais. Assim, resíduos passaram a ser tratados como insumos estratégicos. Como resultado, empresas ganham economia direta e maior previsibilidade de gastos.

Além disso, a pressão por eficiência aumentou nos últimos anos. Nesse sentido, regras como a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) aceleraram mudanças internas. Ao exigir metas de logística reversa, a legislação forçou ajustes práticos. Por isso, tecnologia e dados ganharam espaço nas estratégias corporativas.

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Redução de custos com reciclagem impulsiona novos modelos de negócio

Nesse cenário, startups brasileiras assumiram protagonismo. Por exemplo, a Circular Brain ampliou, em 2024, o processamento de resíduos eletroeletrônicos para 54 mil toneladas. Com isso, estruturou operações para grandes marcas. Ao mesmo tempo, repassou R$ 45 milhões a recicladores parceiros.

Além desse impacto direto, a empresa ajudou clientes a reduzir despesas com descarte e matérias-primas. Paralelamente, a rastreabilidade digital permitiu mais controle operacional. Dessa forma, contratos ficaram mais eficientes. Assim, a redução de custos com reciclagem passou a integrar a rotina industrial.

Da mesma forma, a Boomera conecta cooperativas de catadores a grandes corporações usando a redução de custos com reciclagem como base do modelo. A operação retira cerca de 60 mil toneladas de resíduos plásticos por ano do ambiente urbano. Ao mesmo tempo, reduz custos logísticos. Além disso, gera renda em comunidades locais. Já a ReCiclo segue caminho parecido. Nesse caso, aplica inteligência artificial para rastrear embalagens PET. Com isso, ajusta rotas e reduz perdas operacionais em escala nacional, reforçando a redução de custos com reciclagem.

Reciclagem com a Circular Brain

Para Marcus Oliveira, CEO da Circular Brain, a tecnologia encurtou distâncias entre indústria e consumidor final.

“Assim, a indústria interage com os consumidores finais. Eles podem solicitar um descarte de uma geladeira no Amazonas e nós retiramos para levar ao reciclador mais próximo”, afirma.

Segundo ele, esse modelo reduz despesas logísticas. Além disso, evita deslocamentos longos. Como consequência, fortalece cadeias regionais de reciclagem. Paralelamente, a rastreabilidade organiza dados operacionais. Dessa forma, a redução de custos com reciclagem se amplia ao longo de toda a cadeia produtiva.

A logística reversa ainda é vista por muitas empresas como uma obrigação operacional. No entanto, quando integrada à estratégia do negócio, ela pode reduzir despesas, organizar processos e aproximar indústria e consumidor. No vídeo a seguir, a Circular Brain mostra como esse modelo funciona na prática para resíduos eletroeletrônicos.

Enquanto isso, grandes grupos industriais avançam na mesma direção. Por exemplo, a Flex, por meio da Sinctronics, processa cerca de 600 toneladas mensais de resíduos eletrônicos em Sorocaba (SP). Desse total, aproximadamente 70% retornam às cadeias produtivas. Assim, a empresa diminui a dependência de extração primária.

Redução de custos com reciclagem e os caminhos adiante

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 62% das indústrias brasileiras já adotam práticas circulares. Entre elas, 35% apontam cortes operacionais como principal retorno. Além disso, muitas empresas relatam ganhos de eficiência e maior controle de processos.

Diante desse cenário, a redução de custos com reciclagem tende a se consolidar como eixo industrial. Com mais digitalização e parcerias, o tema avança além do discurso ambiental. Assim, torna-se uma escolha econômica concreta. No fim, eficiência produtiva, inclusão social e uso inteligente de materiais passam a caminhar juntos.

Foto de Alessandra Martini

Alessandra Martini

Alessandra Martini é jornalista formada pela PUCRS, com MBA em Sustentabilidade. Atua no Boa Notícia Brasil na produção de conteúdos informativos sobre cidadania, educação, ciência e iniciativas de impacto positivo, pautada por ética e checagem de informações.
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